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Vila das Rainhas: uma nova forma de viver a ginja portuguesa

A história da Vila das Rainhas cruza tradição, inovação e uma visão diferenciadora sobre o futuro da ginja em Portugal. Desde que assumiu a liderança da empresa em 2001, Marina Brás tem vindo a transformar um licor de consumo local numa marca de referência nacional e internacional.

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8 de maio de 2026

“De espírito crítico e inovador”, Marina Brás adquiriu a Frutóbidos ao fundador e rapidamente impulsionou a internacionalização da marca.

Em 2004, a empresa inicia a exportação para os cinco continentes, afirmando a ginja portuguesa além-fronteiras.

Ao longo dos anos, a capacidade de inovar tornou-se uma das imagens de marca da empresa. Em 2014 surge a primeira ginja estagiada em barricas de carvalho, Vila das Rainhas Reserva. Mais tarde, em 2021, é apresentado o Bitter King, descrito como “o único e genuíno Bitter de Ginja”. Já em 2022, a empresa introduz em Portugal o conceito de Licoturismo, criando novas formas de aproximação entre consumidor, território e produto.

“O nosso lema é ‘pensar fora do copo’”, explica Marina Brás, filosofia que orienta diariamente a equipa no desenvolvimento de propostas “originais, inovadoras e diferenciadoras”.

Para a empresa, a qualidade do produto nasce muito antes da produção do licor. “A qualidade do licor nasce no ginjal”, sublinha Marina Brás, destacando a importância da relação construída com os produtores da região Oeste.

A Frutóbidos aposta numa parceria sólida com os produtores de ginja, baseada em pagamentos justos e atempados, procurando não só garantir matéria-prima de elevada qualidade, mas também incentivar a continuidade e renovação da produção agrícola local.

“Não só conseguimos que os mais velhos continuem a produção, como mais jovens se sintam motivados a plantar novos ginjais”, refere.

A versatilidade da ginja tem sido também explorada através de novas combinações e experiências gastronómicas. A empresa desafia os consumidores a utilizarem os seus produtos em mixologia e culinária, incluindo harmonizações com chocolate.

“Apresentamos várias soluções com o casamento perfeito entre Ginja Vila das Rainhas e chocolate”, destaca a empresária, reforçando a ligação entre tradição portuguesa e inovação gastronómica.

A inclusão e a adaptação aos novos hábitos de consumo são igualmente prioridades da marca. Os produtos Ginja Vila das Rainhas e Bitter King encontram-se certificados pela V-Label como vegan, procurando responder a públicos cada vez mais diversificados.

A sustentabilidade integra também a estratégia da empresa, que tem vindo a investir em equipamentos energeticamente eficientes, iluminação LED, otimização do consumo de água, reciclagem e valorização de subprodutos.

Entre as iniciativas desenvolvidas estão a comercialização de infusões de pés e folhas e almofadinhas de caroços, numa lógica de economia circular e minimização do desperdício alimentar.

O próximo grande desafio passa agora por transformar profundamente a experiência do consumidor, tornando-a “ativa, emocional e altamente personalizada”.

A visão da empresa passa por unir tradição e tecnologia, através de ferramentas como Realidade Virtual, Realidade Aumentada, 5G e Inteligência Artificial, permitindo criar experiências imersivas ligadas à cultura, história e processo produtivo da ginja. Segundo Marina Brás, o objetivo é proporcionar “uma memória inesquecível, uma conexão profunda com o local, interatividade, educação e sustentabilidade”, elevando a forma como a ginja portuguesa é vivida e valorizada.